Sem a reforma das aposentadorias, o Brasil vai virar uma favela enorme

Clint Eastwood, divulgando seu mais novo filme, A Mula (Metro Jornal/Neilson Barnard/Getty Images)




A imagem aí de cima é do ator, diretor e produtor de cinema norte-americano Clint Eastwood. Um baita ator e que segue em atividade prestes a completar 89 anos de idade. Profissão de ator, ainda mais em um mercado extremamente competitivo como é o de Hollywood, não é nada fácil. É preciso fazer boas atuações, ter ótimos contatos, ser bastante correto com os compromissos assumidos, pontual com os prazos e, talvez o mais importante, manter o corpo e a cabeça sempre em forma. Esse conjunto de coisas dá um trabalho enorme. Clint está lançando o filme A Mula, a história de um vendedor de flores que perde mercado para a internet, começa a dispensar seus empregados e acaba por se tornar um soldado do tráfico de drogas. 


Pois, bem. O Brasil está debruçado sobre a necessidade de uma reforma da previdência social, das aposentadorias e das assistências para quem não consegue mais se manter para conseguir o seu sustento. O Brasil precisa de uma reforma da previdência para que não quebre. É importante que todos saibam que, sem uma reforma no sistema de aposentadorias, o Brasil vai se tornar uma enorme favela em poucos anos. O Brasil não pode arcar com um sistema previdenciário como o atual, onde falta dinheiro todo o final de mês e o governo federal e os estados precisam injetar somas enormes de recursos para que os aposentados não fiquem sem o seu benefício. 

Voltando ao Clint Eastwood. Quem é contra a reforma da previdência é a favor dos privilégios de uma pequena casta de brasileiros ungidos. Estamos falando em cerca de seis milhões de brasileiros. Lembrando que o Brasil tem uma população de mais de 200 milhões de pessoas. O sistema atual de previdência tira dos mais pobres para que os mais ricos beneficiários da previdência pública continue com aposentadorias que chegam até a R$ 100 mil por mês, no caso de empresas públicas de capital misto e algumas estatais. É preciso fazer uma reforma ampla e profunda para que não falte dinheiro para os aposentados. Há sim, amigos e amigas que lêem aqui, países onde o pagamento dos benefícios de aposentados ficaram comprometidos e tiveram que ser cortados pela metade, como no caso da Grécia, e com diminuição na Itália, na França, na Irlanda e em Portugal. Há, ainda, países no extremo oriente que não têm nenhum tipo de garantia estatal que haverá benefícios para a aposentadoria.

Nos países mais ricos, incluindo os Estados Unidos do Clint Eastwood, a aposentadoria é, desde cedo, colocada para as pessoas que é uma responsabilidade pessoal. O cidadão trabalhador precisa se preocupar em reservar um tanto de seus ganhos para garantir sua sobrevivência no futuro. Compra de ações, busca de uma previdência privada, composição de um patrimônio em imóveis para ter uma renda complementar com aluguéis, são algumas das alternativas à previdência do governo.

Um dos problemas aqui no Brasil, é que pouquíssimas famílias buscam passar educação financeira para seus filhos. Poucos pais preocupam-se em dizer aos seus filhos que o futuro é algo que surge logo ali n vida das pessoas e que é preciso estar preparado para os anos de velhice. Sem isso, é muito difícil que um país, ainda mais um país do tamanho do Brasil - com suas diferentes dificuldades - seja soberano em arcar com todas as despesas do pagamento de benefícios aos aposentados.

A reforma da previdência é necessária e urgente. Necessária porque precisa reorganizar o sistema de pagamento de aposentadorias no Brasil. E urgente porque já passou da hora de o Estado Brasil - União, estados e municípios - ter músculos financeiros para segurar toda sua população de aposentados.

É preciso deixar, cada vez mais, que as pessoas possam contribuir do jeito que quiserem para sua sobrevivência no período da velhice. Aliás, é importante lembrar aqui dos avanços da medicina que prolongam cada vez mais e a capacidade produtiva das pessoas. 

Cuidar da própria saúde, buscar estar sempre atento às novidades, economizar nos supérfluos e buscar investir dinheiro para seu futuro. Estas são algumas dicas para quem quiser se dar bem no futuro e não depender da previdência estatal.
Mas, voltando à necessidade da reforma. Ela deve ser ser feita logo. Especialmente para que o Brasil seja um país mais atraente para o investimento produtivo. Um ambiente democrático, de livre comércio, livre iniciativa e com menos impostos. 

Menos e e menores impostos, queridos leitores, são a chave para que o Brasil cresça. Impostos menores, com a paralela desregulamentação da produção privada vão criar mais empregos. Tanto para os jovens que estão entrando no mercado de trabalho, tanto para o pessoal que já passou dos cinquenta anos. 

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