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Para pensar: Rio Grande do Sul precisa de um porto oceânico

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Com a reforma da previdência saindo do papel, de preferência ainda neste ano, o Brasil estará ainda mais pronto para receber investimentos internacionais voltados à produção aqui no país. A diminuição do comprometimento do orçamento da União com as despesas de seguridade social vai dar mais confiança ao investidor externo a aportar recursos no Brasil. Ao mesmo tempo, o pacote anticrime, o texto que é resultado do trabalho do Ministro da Justiça, Sérgio Moro, que deverá ser encaminhado nas próximas semanas ao Congresso Nacional, vai dar mais segurança jurídica para quem quiser investir no Brasil.
Diferentes investidores internacionais querem colocar dinheiro no Brasil. Desde o mais interessados no curto prazo, que trazem dinheiro especulativo, até mesmo os grandes grupos que já estão produzindo aqui e querem ampliar seus investimentos. O Brasil poderá, se fizer as coisas certas, recuperar o Grau de Investimento, selo de qualidade que atesta que o país é um bom lugar para receber inves…

Brasil tem tudo para ser mais rico, mais influente e mais importante no mundo do que é hoje

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Gostaria de destacar aqui uma entrevista do pensador, estrategista e especialista em geopolítica George Friedman, publicada no Diário de Notícias de Portugal em abril de 2018. Na entrevista, conduzida por dois jornalistas portugueses, Friedman foi perguntado sobre o posicionamento do Brasil como um possível candidato a ser mais rico, mais desenvolvido e mais influente do que é na atualidade. 

Para o autor do livro Os Próximos Cem Anos, o Brasil é um país que tem uma desvantagem competitiva em relação a outros emergentes. Ele é, geograficamente, como uma ilha no Atlântico Sul. Seus vizinhos mais importantes são Argentina e Paraguai. Outros países fronteiriços, como Bolívia, Peru, Colômbia e Venezuela, estão separados da parte economicamente mais pujante do Brasil, que é a região Sudeste, onde está São Paulo, Minas e Rio de Janeiro. Esse detalhe aproxima mais o Brasil, em conceitos de geopolítica, da Austrália do que outros. Os outros, aqui, segundo Friedman, são Rússia, Índia e China, …

Vem aí uma candidata a ser a nova Embraer

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Quando as fabricantes de aviões Embraer e Boeing anunciaram a fusão das duas em presas em julho de 2018, muita gente expressou sua contrariedade em relação ao negócio. Segundo os opositores ao acordo, a norte-americana Boeing iria engolir a brasileira Embraer.O assunto ainda está fervente nas redes sociais. Foi pauta da campanha presidencial e gera ainda forte debate jurídico, com idas e vindas de liminares da Justiça Federal tentando barrar a fusão entre as duas empresas.
O fato é que a Embraer é uma grande empresa mas, sozinha, não teria como competir mais no mercado internacional. Até os mais apaixonados sabem que há dificuldades na indústria aeronáutica, mesmo com grande encomendas e um mercado com forte potencial de crescimento.
Com a notícia da fusão, os velhos papos de nacionalismo, sindicalismo brasileiro e perda de soberania voltaram à tona. Não é nada disso. O negócio entre as duas empresas segue a lógica da sobrevivência no mercado. E ponto final.
No meio desta confusão,…

Acompanhe a trajetória do Papai Noel

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Escrevo estas linhas a seguir pensando no meu filho Dante. Desde o início da manhã da véspera do Natal, a cada meia hora ela dá uma conferida no site noradsanta.org, onde é possível, em tempo real, acompanhar a trajetória do Papai Noel, seu trenó e suas renas ao redor do mundo. Sim, dá para ver, através da eficiente rede de radares e satélites da Norad, por onde anda o bom velhinho. Neste ano, o serviço, que é oferecido de graça pelo Comando de Defesa Aeroespacial dos Estados Unidos, também faz uma estimativa ainda mais precisa de quantos presentes já foram entregues na sua volta ao globo.
É impressionante saber que há mais de 60 anos vetustos militares, guardiões dos céus dos Estados Unidos, dão informações para crianças sobre a trajetória do Papai Noel. Quando não havia internet, era um serviço telefônico que informava as coordenadas de onde estava o trenó puxado por renas. Hoje a coisa fica mais fácil, a consulta é em tempo real de qualquer parte do mundo.
É impressionante ver que…

Imprensa não está acostumada com governo de direita

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Novo governo de Jair Bolsonaro ainda não começou e uma série de derrapagens na comunicação pode fazer com que o presidente eleito precise apagar mais incêndios ao mesmo tempo em que monta sua equipe de governo. Muita gente deslumbrada, muita gente de primeiro mandato (mas com votações astronômicas) se considerado reis e rainhas da cocada preta. Muitos querendo aparecer fora de hora e de propósito. Soma-se a isso, a vontade da imprensa de esquerda (a maior parte dos repórteres, apresentadores, editores é, sim, de esquerda) em jogar cascas de banana para que os interlocutores do novo governo caiam por aí. E muitos deles têm caído.
Nos últimos quarenta anos, a imprensa brasileira é acostumada a lidar com governo de centro e de esquerda, ou centro-esquerda, tudojunto. Esta é a primeira vez que vai cobrir um governo cujo presidente e vice são de direita, com clara agenda de direita e eleitos por terem essa agenda.
Até a coisa se ajeitar, imprensa e governo serão seres de planetas diferent…

Um abraço a todos cubanos que voltam para Cuba

O governo de Jair Bolsonaro, que ainda não começou oficialmente, já produz coisas boas para o Brasil. As escolhas para os ministérios até agora, com os nomes do astronauta Marcos Pontes, do juiz Sérgio Moro e do economista Paulo Guedes mostram um caminho que deverá levar o Brasil para o grupo das grandes nações do mundo. As falas do presidente eleito, a forma como reage às bobagens postas na imprensa, com até mesmo pitadas de humor, mostram que Bolsonaro vai ser um grande presidente. Claro, mesmo com a experiência de quase trinta anos de enfrentamento com repórteres de corte esquerdista, o que lhe deixou casca-grossa com as armadilhas da imprensa, Bolsonaro ainda não foi testado como homem executivo. Agora vem o teste pra valer. Bolsonaro não vai ter ninguém para colocar a responsabilidade. Nem mesmo no Congresso, onde já conseguiu costurar uma maioria “à brasileira” (com as coalizões de ocasião, com bancadas unidas pelos interesses corporativos, religiosos e outros quetais).
Entre a…

Almoço e reminiscências com um amigo de infância

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Encontrei-me esta semana com meu único amigo de infância, o Isaac. Quis o destino que nossos pais fossem amigos, colegas de Marinha e que tivessem seus primeiros filhos com a diferença de poucos dias na mesma maternidade, em Rio Grande, no pezinho do Brasil. Como filhos de pais marinheiros, éramos levados de lá pra cá acompanhando as transferências militares. Pois bem. Até os doze, treze anos, éramos bem próximos, até que os pais do Isaac foram morar no Ceará. E nós ficamos no Rio Grande do Sul. O Isaac seguiu a carreira militar, hoje é tenente-coronel do Exército e trabalha em Brasília. Eu segui o jornalismo, hoje trabalho em Canoas, na Câmara de Vereadores, com o vereador Sargento Santana.
A conversa entre nós foi em Porto Alegre, acompanhada por um gostoso churrasco. Foi bom recordarmos a infância em Rio Grande. Brincávamos de barcos de lata nas pedras dos molhes, olhando os navios enormes e imaginando como seria termos o nosso próprio navio.
Hoje o Isaac é um cara importante dent…