Construção de porto ou iate clube no Litoral Norte gaúcho garantiria novos negócios e empregos

Detalhe do iate clube em Balneário Camboriú (SC). Riqueza e criação de novos negócios (Foto: Imobiliária FN)




Escrevi um texto aqui no blog em fevereiro deste ano, defendendo a necessidade da reflexão para a construção de um porto oceânico para o Rio Grande do Sul. Coisa que nós não temos. O único porto gaúcho fica para dentro, obrigando os navios a dependerem da condição das marés e de obras constantes de dragagem do Canal da Barra do Rio Grande. Caso alguém, algum dia, em tempos de guerra, quiser atrapalhar a vida do porto, bastaria afundar um cargueiro na barra, entre os molhes. Por meses, nenhum navio importante - mercante ou de guerra - passaria pela barra.

O senador gaúcho Luís Carlos Heinze, eleito em 2018, já se comprometeu a pensar em um porto na altura do município de Torres. Pediu e ganhou, inclusive, o trabalho feito pela Marinha do Brasil para avaliar as condições de marés e profundidades da área, entre Torres e Arroio do Sal. As informações preliminares dão conta que o lugar é ótimo para a construção de um porto. Ou melhor, um braço de cais que avançaria mar a dentro. O que possibilitaria a atracação de navios com calado maior do que os que aportam em Rio Grande.

O navio que fez o trabalho de estudos de viabilidade, marés e profundidade é o Antares, no qual já estive o prazer de navegar por um mês em 1996, no trajeto entre o Rio de Janeiro e a Ilha da Trindade. Um navio especializado da Marinha do Brasil, um grande laboratório flutuante.

É importante que o Litoral Norte do Rio Grande do Sul tenha o seu porto oceânico. Para melhorar o escoamento da produção da região da Serra Gaúcha e também melhorar o fluxo turístico dos municípios da região, como a própria Torres, e também Capão da Canoa, Xangri-lá, Imbé e Tramandaí.

Um novo porto gaúcho no Litoral Norte traria muita riqueza e muitos outros novos negócios para a região. Tanto na área do turismo quanto na área da logística. 

Mesmo que as circunstâncias negativas para a construção, sobremaneira as chatices das licenças ambientais, a ideia do porto deve ser levada a sério por empresários e políticos gaúchos. Imaginemos que o porto para grandes navios não saia do papel; mesmo assim, poderemos ter em Torres as condições para a construção de um iate clube de primeira. 

Há centenas de gaúchos que mantém embarcações de lazer de médio e grande porte nos ancoradouros de Balneário Camboriú e Portobelo, em Santa Catarina. Estes proprietários bem que gostariam de poder desfrutar de suas embarcações aqui mesmo no Rio Grande do Sul. Além disso, milhares de outros entusiastas pelos esportes náuticos se aventurariam a adquirir embarcações para mantê-las em Torres ou Arroio do Sal. 

Um iate clube, para começo de conversa, já seria muito bom para os gaúchos. E não ficaríamos com aquela lenga-lenga que nosso litoral é perigoso e tal. 

Precisamos passar dessa fase.

Precisamos de um porto oceânico no Litoral Norte.

Dom Pedro II, ainda no século 19, já queria isso. 

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