Para o bem de Canoas e Região, Trensurb deve ser privatizado logo

Metro de Salvador (Foto: Alô Alô Bahia)

Canoas, na Região Metropolitana de Porto Alegre, tem sua geografia marcada pelos trilhos do trem desde o final do século 19, quanto o transporte ferroviário partiu da capital dos gaúchos até o pujante Vale do Sinos, berço da colonização germânica no estado. Desde então, quando Canoas era apenas uma área rural adjacente a Porto Alegre, os trilhos fazem parte da cidade, agora uma esplendorosa cidade com quase 340 mil habitantes, uma refinaria de petróleo, uma base aérea e um comércio poderoso.

Na década de 1980 do século 20, depois de quase dez anos de inatividade, as linhas férreas voltar a funcionar em Canoas, fazendo parte de um sistema de trem metropolitano ligando Porto Alegre até a cidade de Sapucaia do Sul. Modernos trens japoneses elétricos faziam o trajeto. Quem controla tudo, desde então, é uma estatal federal, a Trensurb S.A..

Importante no momento em que foi instalada, no início dos anos 1980, hoje a Trensurb não tem mais razão de continuar nas mãos do estado. Há muitos anos ela deixou de ser eficiente simplesmente por ser estatal. Altos salários, problemas na compra de equipamentos, suspeitas de superfaturamento, problemas na compra de escadas rolantes, veículos e até mesmo trens, fazem parte do sol de problemas que a Trensurb enfrentou por ser estatal.

Além disso, também há o forte ativismo sindical dos funcionários da empresa. Ativismo que chegou ao ápice no dia 14 de junho, quando quatro empregados da Trensurb colocaram fogo em um trecho da linha do trem para que o serviço fosse suspenso. Sim, quatro funcionários com estabilidade no emprego sabotaram a própria empregadora. Foram presos pela polícia. 

A privatização da Trensurb, já anunciada pelo presidente da República Jair Bolsonaro, vai trazer mais benefícios aos usuários e a todo sistema de mobilidade urbana na região metropolitana. A começar pela rapidez nas decisões de gestão da companhia privada, desde as compras, a manutenção, a contratação de pessoal e a gestão da empresa toda. 

Exemplos de como a privatização trouxe mais benefícios à população estão no metrô de Salvador, onde uma parceria público-privada de 30 anos já entrega resultados, como a ampliação da linha, a criação de uma nova linha e a interligação direta entre o Centro Histórico de Salvador ao Aeroporto Luís Eduardo Magalhães. Também é bom lembrar a PPP que gere a ViaQuatro do metrô de São Paulo. Na capital paulista, tal PPP introduziu os trens sem operador, com tudo automatizado, o que barateia a operação.

Ainda é importante mostrar como o Aeroporo de Porto Alegre está sendo muito melhorado depois da concessão à Fraport. Um novo aeroporto está sendo construído, com novas áreas de embarque, desembarque, estacionamento e outras coisas mais. Além, é claro, da ampliação da pista, o que vai trazer condições mais vantajosas para o transporte aéreo no Rio Grande do Sul, com os aviões podendo decolar com mais carga.

A Trensurb precisa ser privatizada já. Quem defende sua permanência como estatal só pensa em si, no atraso e no subdesenvolvimento.

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Presidente Bolsonaro marcou seu gol de placa no Japão

Com assinatura do acordo entre Mercosul e União Europeia, Brasil vai ter um salto no PIB


Xi, Putin, Bolsonaro, Modi e Ramaphosa (Foto: Sputnik/Reuters)
O presidente da República, Jair Bolsonaro, marcou seu gol de placa durantes a reunião do G-20 em Osaka, no Japão, agora no final de junho. Conseguiu a assinatura de um acordo comercial, muito vantajoso para ambas as partes, entre o Mercosul e a União Europeia. O Acordo vinha sendo costurado desde 1999, ainda no governo de Fernando Henrique Cardoso. Andou um pouco sob o governo de Luís Inácio da Silva e ficou engavetado durante o governo de Dilma Housseff. 

Com Bolsonaro no comando, tendo como chefes de equipes os Ministros Ernesto Araújo (Relações Exteriores), Teresa Cristina (Agricultura) e Paulo Guedes (Economia), além do competentíssimo Secretário de Comércio Exterior Marcos Troyjo, o Brasil conseguiu liderar o Mercosul e foi vitorioso com a assinatura do acordo.

É claro que a Europa estava querendo o acordo, que vai melhorar o fluxo de suas mercadorias mundo a fora. Além do que o Mercosul é um senho mercado com quase trezentos milhões de consumidores. Nada mau para uma Europa que não sabe direito o que fazer com ela mesma. 

O acordo vai ser bom para o Brasil, Argentina, Paraguai e Uruguai. Os quatro países produzem muitas coisas, têm uma indústria variada, mas é a produção de alimentos do Mercosul que se faz importante mundialmente. O Mercosul é um celeiro de produção de carne de gado criado a pasto, diferente da carne de animais criados confinados. 

Há uma centena de produtos que podem ser comercializados com taxas mais baixas entre os dois blocos econômicos. Veículos de passeio, por exemplo, podem chegar por aqui muito mais em conta. 

E não vale temer e chamar pelo protecionismo velho de guerra.

Estamos no mundo, queremos ser atores importantes no comércio mundial e precisamos de acordos com outros blocos. 

Bolsonaro, na sua salada ideológica pré-campanha, era contra a existência do Mercosul. Mas agora entendeu a importância do bloco, dentro de uma lógica econômica de fortalecimento local e das possibilidades de fortalecimento junto às grandes negociações. 

O acordo Mercosul-UE, somente para o Brasil, deverá garantir quase um ponto percentual de crescimento de PIB nos próximos anos. É muito dinheiro, muita gente podendo trabalhar. Além disso, um importante atrativo para os investidores internacionais que pensam em aportar dinheiro no Brasil.

Parabéns, Bolsonaro. Inclusive pela condução da reunião dos BRICS, encontro informal de Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul. 





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