Boris Johnson assume como primeiro-ministro inglês e reafirma saída da Inglaterra da União Europeia


Boris Johnson e sua original cabeleira (Foto: Tobi Melville/Expresso.pt)


Neste 23 de julho o político conservador Boris Johnson tornou-se o novo primeiro-ministro inglês, sucedendo Theresa May. Johnson venceu a disputa entre o Partido Conservador com o atual ministro das relações exteriores Jeremy Hunt. O novo primeiro-ministro dos ingleses é um fervoroso defensor da saída da Inglaterra da União Europeia. Foi um dos grandes defensores da campanha feita em 2016 para o Brexit, o grande movimento de saída do país da união aduaneira que teve seu início ainda no final da década de 1950.

Com a vitória de Boris Johnson, e com ele todo o empenho em favor do Brexit, os ingleses confirmam que querem, sim, sair da Europa. A Inglaterra já não usa o Euro. Preferiu manter sua moeda, a Libra. No entanto, sempre teve dificuldade em acatar os ditames da burocracia europeia sediada em Bruxelas, na Bélgica. Os ingleses se incomodaram muito, especialmente nos últimos dez anos, com o livre trânsito de pessoas pelos países europeus. A vinda em massa de imigrantes oriundos do norte da África e de muitos países do Oriente Médio foi o estopim para a perda da paciência dos ingleses com os imigrantes. A grande maioria deles entrando de trem ou na carroceria de caminhões que atravessam diariamente o Eurotúnel, que passa por baixo do Canal da Mancha.

No fundo, a eleição de Boris Johnson, na esteira do Brexit, é um basta no internacionalismo e numa iniciativa pan-europeia. Os ingleses querem fazer negócios com o mundo, manter seu estilo de vida e não depender de decisões que vêm de fora de seu sistema político. 

Boris Johnson é um conservador e sua eleição traduz um desejo de fazer a Inglaterra novamente um país ainda mais importante no cenário mundial. 



Só para lembrar, no início de julho, os gregos deram uma guinada à direita

No final de semana de 7 de julho, os eleitores da Grécia foram às urnas e elegeram - com uma maioria não vista há dez anos no parlamento - o novo governo. Os gregos colocaram de volta ao cargo de primeiro-ministro aquele que já havia ocupado a função quatro anos antes. O conservador Kyriakos Mitsotakis venceu muito bem as eleições formando a maioria no parlamento  que o deixa sem precisar fazer coligações para governar.
Mitsotakis era o primeiro-ministro em 2014 e 2015, quando a crise de crédito pegou a Grécia em cheio. Uma ampla reforma trabalhista, seguida por um rearrano previdenciário incendiaram a Grécia.

Incentivados por partidos de esquerda, os gregos tomaram as ruas em ondas de violência contra o que chamavam de "perda de direitos". O governo de Kyriakos caiu e nas eleições seguintes foi eleito Alexis Tsipras, um jovem esquerdista que prometia o fim dos anos de austeridade. 

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