Vulcões são mais poderosos para mudar o clima do que o homem

Vulcão islandês de nome impronunciável no português (Foto: Wikipedia)


O aquecimento global a cada dia é mais questionado.
Apesar de evidências científicas, lideranças
mundiais buscam respostas para a 
a questão que tem atraído a atenção:
será mesmo a atividade humana a 
responsável pelas mudanças climáticas?
O que foi lançado na atmosfera pelos vulcões
ao longo dos anos não seria
tão mais importante para as mudanças na atmosfera?
Ou estamos presos numa imensa
teia de meias-verdades? 

Em 1973, o ano em que eu nasci, o jornal Zero Hora estampou na sua capa: "Humanidade Vai Acabar em 30 Anos". Foi no dia 21 de janeiro de 1973. Imaginem meu pai, que estava recebendo o primeiro filho naquele dia, pensando sobre a manchete de Zero Hora. Ora, eram cientistas do estrangeiro que falavam, baseados em a mais bê, que a aventura humana na Terra estaria com seus dias contados. Era, sim, para se levar a sério, pois estava na capa de um jornal importante no Rio Grande do Sul. Não havia, lá na cidade de Rio Grande, há 46 anos, como fazer a contraprova, a checagem e a rechecagem da informação publicada no jornal.

Pois, bem. A humanidade não acabou em 2003. Estamos todos vivendo mais, parindo mais filhos e fazendo crescer a população de humanos sobre a terra.

Agora em 2019, os cientistas estão querendo fazer acreditar que somos nós, os seres humanos, que estaríamos modificando os padrões de calor e resfriamento da Terra. Escrever artigos, livros, fazem seminários e vão até a Organização das Nações Unidas para dizer que a queima de combustíveis fósseis, como o petróleo, carvão e gás natural estão aumentando a temperatura do mundo.

Quem fala que o homem está aumentando a temperatura do mundo são os europeus, o povo que mais queima combustíveis fósseis. Seja andando com seus fumacentos carros a óleo diesel, seja aquecendo suas casas com aquecimento com produtos à base do petróleo, ou mesmo gerando eletricidade a partir das poluentésimas usinas que queimam carvão mineral. 

A Europa cresceu, espalhou o modo ocidental de vida pelo mundo e transformou a cara deste planeta como é hoje, para o bem da humanidade, queimando combustível fóssil e fazendo fumaça. Foi assim que o mundo cresceu nos últimos quase 300 anos. O petróleo entrou na vida dos seres humanos no final do século 19 e intensificou sua presença depois da Primeira Guerra Mundial.

O petróleo fez bem para a humanidade desde quando o querosene foi usado nas lamparinas, dando mais luz às casas das famílias, ampliando o estudo, a produtividade e o convívio entre os parentes além do período da luz do dia.

Depois foram os países chamados "emergentes" que começaram a ter os benefícios da indústria do petróleo, tirando muita gente da pobreza e dando um novo direcionamento para suas economias. 

O mundo precisa de petróleo para trazer mais benefícios a mais gente, para criar mais riqueza e dar melhor qualidade de vida a mais países.

Vulcão Guagua Pichincha, no Equador (Foto: Marciano Dantas)


Há alternativas para o petróleo, mas nenhuma é mais barata, mais abundante e que dá mais possibilidades que o "ouro negro". O petróleo está na capa do celular, no remédio, no tapete, no chuveiro, no cabo das panelas, nos cosméticos e em uma infinidade de coisas do nosso dia a dia. 

A queima do petróleo pode esquentar a atmosfera? Pode. Tem um monte de gente dizendo isso. Mas, será que as fumaças cheias de gases tóxicos produzidas por vulcões, não esquentaria muito mais?

Pouca literatura sobre a questão acima. Tem muito mais gente falando sobre o peido das vacas e sua relação com o efeito estufa do que o potencial dos vulcões. Em 1991, o vulcão Pinatubo, na Filipinas, entrou em erupção antes de uma explosão que arrebentou o cume do monte de mesmo nome. O monte, que antes tinha 1.800 metros de altitude, baixou para 1.440. O topo foi pulverizado pela explosão.

Estimativas feitas à época davam conta de que 20 milhões de toneladas de sulfato de enxofre tenham sido lançadas na atmosfera. O sulfato de enxofre, SO2, é um dos principais fatores da chuva ácida. O SO2 foi apenas um dos elementos que foram lançados em toneladas pelo Pinatubo. O material lançado na atmosfera cobriu cerca de um terço do mundo por quase dois meses após a erupção. O inverno rigoroso na Nova Zelândia e parte da Austrália, violentos ciclones em todo o Extremo Oriente e até mesmo as violentas chuvas que alagaram boa parte do oeste dos Estados Unidos em 1992 e 1993 são atribuídos aos efeitos atmosféricos provocados pela erupção do vulcão Pinatubo.

Vulcão Gunung Sinabung, na Indonésia, em altíssima atividade desde julho de 2019 (foto: BNBP/AFP)

Os vulcões alteram a atividade atmosférica em vários momentos. Desde a precipitação de chuvas em quantidades, digamos... vulcânicas, nas regiões os montes estão localizados, até mesmo alterando a temperatura a milhares de quilômetros de distância. 

Há ainda vulcões submarinos em atividades que são pouco estudados, mas que liberam diversas substâncias tóxicas nos oceanos, além de modificar a morfologia do solo marinho de forma dramática. 

Vulcão Santiaguito, na Guatemala: fulminante e mortal

Neste ano de 2019, o vulcão Santiaguito, na Guatemala, matou mais de quatro mil pessoas nas primeiras horas da erupção. É um vulcão que explode e lança cinzas e material mineral derrretido a grande velocidade a uma distância de até 20 quilômetros. É muito mortal, além de produzir efeitos atmosféricos bastante adversos em seu entorno.

Vulcões matam, alteram a geografia e lançam milhões de toneladas de partículas sólidas na atmosfera. Muitas são venenosas para a vida humana. Os vulcões sempre existiram.

Agora, de uns trinta anos para cá, quem se deu bem, conseguiu avançar uma etapa do processo civilizatório e está bem, hoje quer dizer para um naco importante da humanidade que esse naco não pode usar os mesmos recursos para sair da pobreza. 

É a Europa dizendo para os países emergentes que eles (nós, né?) não podemos usar os mesmos recursos para criação de riqueza.

* Tem muita gente importante por aí querendo frear o crescimento dos países chamados emergentes. Tome cuidado com o que se lê, especialmente quando a mensagem fala em trocar isso por aqui, referindo-se ao jeito como você se locomove, come ou constroi a sua casa. 

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