O Vaticano preocupado com a inteligência artificial


O norte-americano Papa Leão 



Fiquei um ano sem escrever aqui neste espaço. Meu últimos escritos foram em maio do ano passado e o protagonista do meu texto era o Papa Leão. Hoje, volto aqui para batucar umas linhas e a figura central do texto volta a ser o Santo Padre. 

Norte-americano de nascimento, o Papa Leão lança sua primeira encíclica papal um ano após ser escolhido pelos cardeais para comandar a Igreja Católica. E o teor da sua primeira carta de doutrina para a religião fala da inteligência artificial. As principais empresas de softwares e do hardware para a IA estão nos Estados Unidos ou têm capital norte-americano entre seus sócios.

A encíclica Magnifica Humanitas é um longo texto que começa com uma encruzilhada apresentada para a humanidade hoje: 

A Magnífica Humanidade criada por Deus encontra-se hoje perante uma escolha decisiva: erguer uma nova Torre de Babel ou construir a cidade onde Deus e a humanidade habitam juntos.

Bonito, não? 

É o Vaticano preocupado com o terreno de infinitas possibilidades das tecnologias de inteligência artificial. Não apenas o país do Papa está preocupado; Estados Unidos, China, Rússia, Alemanha, França e Japão têm preocupações. Como já disse Elon Musk há dois anos... a IA tem o potencial de ser a arma de destruição em massa jamais construída pelo homem. 



As encíclicas são textos assinados pelos papas ao longo da história da Igreja Católica, desde as famosas Epístolas do apóstolo Pedro. Nelas, os papas dão orientações sobre guerras, casamentos, divisão de terras entre vários assuntos. Mais recentemente, os textos têm versado sobre meio ambiente, relações de trabalho, relações entre os países e até mesmo sobre redes sociais. (Miguelito Medeiros)

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