A expectativa de vida aumenta e todo mundo sabe que teremos mais velhos que jovens em um futuro bem próximo. Com gente vivendo – bem – além dos 90 anos, fica fácil saber que o sistema previdenciário atual não vai aguentar pagar as aposentadorias. São os que trabalham, os ativos, que pagam as aposentadorias dos que não trabalham, os inativos. Diante deste quadro, é possível dizer que a aposentadoria, como conhecemos dos nossos pais, não existirá mais.
As pessoas vão viver muito mais do que suas reservas financeiras.
A previdência social, pública, gerida pelo poder público, não terá condições de pagar os benefícios condizentes com a condição do contribuinte enquanto ele trabalhava. Os benefícios pagos serão cada vez menores.
E este quadro não fica restrito aos trabalhadores da iniciativa privada. Apesar de mais robusto, o sistema de pagamentos de benefícios para os servidores públicos também não vai garantir, por muito tempo, o mesmo padrão de ganhos a cada um dos servidores.
Engana-se quem acredita que o servidor público está garantido pelo resto da sua vida. Não está. O mundo está mudando muito rapidamente e não, absolutamente, nada que garanta que as aposentadorias públicas não possam ser mudadas em dez ou quinze anos. Dez ou quinze anos. Parece distante para quem hoje tem 25 ou 30 anos de idade. Mas, para quem está com 45 anos, esse horizonte é assustador.
Pois, basta olhar pra trás e ver que há dez ou quinze anos, houve a formatura na faculdade. Ou, há dez ou quinze anos, houve a saída da casa dos pais. Enfim, dez ou quinze anos não são um horizonte de tempo muito grande.
Pois bem. Em dez ou quinze anos, a previdência, seja para o trabalhador da iniciativa privada, seja para o servidor público, não será mais a mesma. Vai ser pior.
Os pagamentos serão garantidos, com certeza, pois isso é fator de manutenção da paz social. No entanto, seus valores serão relativamente menores.
Bem menores.
Portanto, é necessário, sim, pensar seriamente na contratação de um plano de previdência privada. Ou pensar em uma carteira de ativos que gerem renda passiva. Uma carteira previdenciária, com ações de boas empresas pagadoras de dividendos. Ajuda bastante.

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