Não é preciso ter medo de Alckmin ou Bolsonaro na Presidência da República

Jair Bolsonaro e Geraldo Alckmin (Foto: Sérgio Lima/Poder360)


Qual o medo de ter Jair Bolsonaro ou Geraldo Alckmin como o próximo Presidente da República? Qualquer um dos dois, que tanto incomodam a esquerda brasileira, podem ser, sim, ótimos presidentes.

Jair Bolsonaro representaria uma nova visão política na Presidência da República. O deputado está apresentando um discurso voltado para o campo mais à direita do espectro político. Bolsonaro está liderando as pesquisas de intenção de voto, muito embalado pelo discurso em favor das ações de segurança pública.  Capitão do Exército na reserva, Bolsonaro em o discurso forte nesta área, o que tem agradado muita gente. Há um descontentamento generalizado com o que restou dos treze anos de governo petista. Alto desemprego, recessão econômica, corrupção, obras inacabadas, baixa qualidade do investimento público (vide as construções de apartamentos das categorias mais populares do “Minha Casa, Minha Vida”) e subversão dos chamados valores tradicionais.

Já Geraldo Alckmin levaria uma visão já testada na Presidência da República já testada nos anos de Fernando Henrique Cardoso. E, é claro, de uma gestão continuada de 20 anos de jeito tucano no Estado de São Paulo. Há que se lembrar, aqui, algumas marcas importantes da gestão tucana, que deram a base para o relativo sucesso econômico do primeiro mandato de governo petista, entre 2003 e 2007. 

Base esta representada pelas seguintes marcas: o Plano Real, que preparou o terreno para que os cidadãos pudessem investir no Tesouro Direto; a estratégia para os programas de renda mínima; o tripé macroeconômico (câmbio flutuante, metas de inflação e controle de gastos do governo); privatização das empresas estatais; atração de capitais internacionais; apoio ao agronegócio e (anotem) o maior número de assentados da reforma agrária.

Por essas e outras, acredito que o brasileiro não precisa ter medo de escolher entre Geraldo Alckmin e Jair Bolsonaro. Ambos serão importantes para fazer o Brasil retomar o caminho do desenvolvimento com apoio político e legitimidade eleitoral.

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